terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Parabéns!

De repente uma espécie de inveja, misturada com rancor e mágoa. E a pergunta era: como você pôde ser tanto pra um e nada pra mim? Ai a raiva. Ou seria tristeza? O que será que eu sinto por você? O que será que você significa pra mim? Pensei que já havia me acostumado com a sua rejeição, mas descobri que não.

Desejo que você engasgue com seu discurso machista e tradicionalista. Desejo que você seja homem o suficiente para me encarar. É fácil dizer que me ama, mas que diabos de amor é esse?! Um amor da boca pra fora, ou seria um amor padrão? Até isso, né?! Até nisso você tem que seguir os padrões de tradicional família mineira. Ah! Entendi. É isso. Eu não me encaixo nesse padrão, daí a rejeição, daí o abandono, daí o desafeto. Afinal de contas, como ficaria sua reputação?!

Por favor, não me cobre amor, carinho, atenção, satisfação. Não me cobre seguir esse seu padrão. Me deixe em paz! Uma vez que não consegue me dar seu coração, quem dirá sua mão.

Parabéns! Tudo de bom.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Insanidade

O que seria felicidade plena? Ela existe?
Hora sim, hora não.

Mesmo que quiséssemos não seria tão fácil. Mesmo que o desejo fosse imenso, a rotina diferente, o sentimento transcendesse. Nada é fácil. Complicado e injusto. Nessa rede, nessa vibe, nesse som, nessa onda de amor. Há tempos que não falava, de repente me falta a palavra. Na insanidade eu sigo a escrever, pensando em mim, em você, em você. Triste, não? Não!

domingo, 1 de setembro de 2013

Confusão

Não existe amor em SP, nem em BH, nem em Bogotá. Não tem existido amor nem aqui nem lá. Sim, Criolo, os bares estão cheios de almas tão vazias que nem sei por onde começar. A confusão, o ato confundir surge cada vez mais frequente em meio à multidão. Eu, claro, faço parte disso sem sombra de dúvidas. Torna-se cada vez mais difícil lidar com o limite uma vez que o limite não é cobrado de você. O livre arbítrio tomou um rumo diferente, as emoções não são mais contidas e a sensação de liberdade te faz confundir. Confunde que o querer não é simplesmente querer, no meio dele existe o poder. Confunde que o poder não é simplesmente poder, no meio dele existe o por quê. Confunde que o por quê não é simplesmente o por quê, no meio dele existe o dever. E assim as pessoas se esquecem temporariamente do amor, do afeto sincero. Perdida nessa loucura já não sei onde procurar o certo e correr do errado, uma vez que não sei mais distinguir o certo do errado, uma vez que não existe certo ou errado, uma vez que existe interpretação, né?! Mas e ai? Também não sei lidar com a interpretação, pois é uma pra mim e uma pra você. Tudo certo? Não. Tudo errado. A confusão reina na minha cabeça, na minha vida, no meu ser. Eu indago se o amor seria a solução, talvez sim talvez não, pois com ele também vem a confusão, mas talvez pra mim, só pra mim, seria a solução. E então o Frejat diz que procura um amor que ainda não encontrou, diferente de todos que amou, onde nos olhos desse amor quer descobrir uma razão para viver e as feridas dessa vida esquecer. Ok! Isso não seria muita dependência? Depender de terceiros para ser o que você precisa ser? Depender de terceiros para ter a vida que você quer ter? Acho que o erro começa por ai. O melhor seria um amor com a função de acrescentar, completar. Tudo começa errado quando a necessidade de um amor surge com a função de resolver os problemas, suprir a necessidade, amenizar a dor. Assim a dependência surge desde o primeiro momento e o que era pra ser algo confortável, amável, amigável, gostoso e livre, passa a ser necessidade, cobrança, desconforto, insanidade e possessividade. Definitivamente não é o que eu busco, muito menos o que eu espero, porém até mesmo eu, sabendo e tendo consciência de toda essa teoria ainda me arrisco a confundir. Então é isso! A confusão, em seu vasto sentido, reside em mim e na maioria das pessoas, talvez imperceptível, talvez inconsciente, talvez cada vez mais frequente. 

sábado, 17 de agosto de 2013

(.....................)

Dá vontade de divagar sobre isso, sobre aquele dia e aquele outro também. Na verdade sobre você. E o teclado falou por mim (.....................) no momento que eu te olhava. Eu entendia como uma infinidade de pensamentos diversos. Era certo que eu sabia bem pouco, porém o suficiente para o momento. Alguns diálogos desconexos me levaram a perceber certa conexão que me atraiu numa estranha relação. Mas como não? Afinal de contas era eu. Eu só sabia que o meu jeito de te ver era diferente do clichê que sussurravam por ai, pelos bares e confusões. Eu já tinha lido a sinopse e fiquei na vontade louca de ver o filme, porém temia o final, uma vez que já tinham me dado uma prévia. Ainda assim eu queria assistir porque me lembrava de que liberdade de interpretação existe, a mesma história pode ter um fim para mim e um para você e assim me surpreender com um final inesperado e impactante. Mas talvez não. Talvez fosse bem confuso, bem viajado e hipotético. Sei lá, divaguei.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Little monster

Houve uma época – juro que houve – em que em que existia uma beleza interior, ainda que não exposta. Brilhava nos olhos uma inocência linda de se ver, ainda que demonstrasse pura malandragem. Existia amor dentro do peito, ainda que a frieza acobertasse. Existia uma pureza nas palavras, ainda que a grosseria espantasse. Existia você, ainda que só eu enxergasse. E agora o que restou desse ser tomado pela perdição, estagnado pelo ócio, difamado pela situação e temido pela maldade? Tornou-se o que eu não queria. Um ser digno de dó. Dó de ver se transformar diante meus olhos, totalmente fora do meu controle. E assim na minha impotência, sinto um pequeno – pequeno mesmo – pesar ao perceber que aquele pequeno monstro que existia escondido em você, aquele que eu tinha esperanças que não viesse a crescer, foi alimentado dia após dia por você até se tornar grande, forte, até conseguir tomar conta de todo seu ser.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ao som de Vinícius

E assim vivia um momento nostálgico sem ao certo saber a nostalgia certa. Parecia um momento que ainda estava por existir, mas logo já me deixava saudosa. Tudo acontecia de uma forma repentina e surpreendente, a cada dia uma surpresa diferente, se é que você me entende. A infância me vinha à cabeça, ou talvez apenas uns bons anos atrás. Talvez meu coração queira sossegar, cansado de procurar ou se aventurar, sentia falta do costume de amar, cuidar, acarinhar, se apaixonar. Sentia a necessidade de voltar ao normal, ao meu normal. Mas existia um vazio, um buraco, um espaço esperando fervorosamente a ser preenchido, e assim me tomava à ansiedade e vontade, e talvez ai a nostalgia de algo que nem existira, nem mesmo sei se é possível existir. Mas sei que em algum lugar está você que eu nem mesmo sei quem pode ser.
Já dizia Vinícius “se você quer ser minha namorada, ai que linda namorada você poderia ser. Se quiser ser somente minha, exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha que ninguém mais pode ter, você tem que me fazer um juramento de só ter um pensamento: ser só minha até morrer. E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho essas histórias de você. E de repente me fazer muito carinho e chorar bem de mansinho sem ninguém saber por quê. E se mais do que minha namorada você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra valer. Aquela amada pelo amor predestinada sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. Você tem que vir comigo, meu caminho, e talvez o meu caminho seja triste pra você. Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos e seus braços o meu ninho no silêncio de depois. E você tem que ser a estrela derradeira minha amiga e companheira no infinito de nós dois”.

 Talvez eu seja apaixonada nata, talvez tenha nascido na década errada, talvez. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Novos tempos

Os tempos eram outros. Saiam da inercia, gritavam, escandalizavam, manifestavam, vandalizavam, protestavam. Em 25 anos era a primeira vez que via de perto tanta militância. Era tudo muito lindo e comovente, porém disperso. Sem contar os de má fé, perdidos, rebeldes sem causa, oportunistas. Mas ainda assim, continuava impressionada e emocionada.  Tantos propósitos ao mesmo tempo e tantas personalidades diferentes que tudo se difundia em meio à multidão. Mas como não? A verdade é que entre Felicianos e mensaleiros, entre 0,20 centavos e milhões pelo futebol, existem muitas outras indignações. O gigante acordara, segundo eles, e acordara faminto e ao mesmo tempo empanzinado, louco para vomitar tudo que não digeria há décadas. Vontade não me faltava, apenas oportunidade. Vontade de lutar de verdade por algo que realmente vale a pena, correr riscos que no calor e na adrenalina nem se destacam, nem se percebe. Quebrava então outro paradigma no qual fomos criados, o de buscar proteção e apoio nos que podiam lhe proporcionar segurança: a polícia. Era quase como contar a uma criança que papai Noel não existe. Tudo bem, isso já não era mais surpresa, mas esperança é última que morre. E agora? Quem iria nos defender? Nós mesmos? Sim, cada um por si e Deus por nós. E até que ponto se pode acreditar que tudo não passa de uma jogada? Algo pensado, planejado. Sem contar na mídia facista, sensacionalista e corrompida. Pensar assim seria mergulhar de cabeça na teoria da conspiração? Talvez sim, talvez não. Mas vale dizer que organização é tudo, até mesmo para lutar, exigir, cobrar. Aliás, cobrar que façam seu papel com justiça, democraticamente, só cabe aos que cumprem sua parte honestamente, corretamente. E em meio aos novos tempos, cá estava eu, no auge da ansiedade, no clima de revolução e ao mesmo tempo estagnada e sem direção. Mas o importante é que lá estavam eles, na busca, cheios de conduta. E assim cantando “verás que um filho teu não foge à luta”. 

sábado, 8 de junho de 2013

Numa tarde de sábado

É bom, mas não tanto quando compulsório. A tranquilidade de uma tarde de sábado, o ócio oscila. Nada na mente, enquanto tudo que se passa não passa de uma semente. O corpo calmo já treme na vontade de saltar, de viver, de arriscar. Mas mantém estático. Por enquanto, até eu me levar, arrumar, sair e curtir o que tiver para curtir de um dia a mais. Vida que segue, dia após dia, um diferente do outro, mas ao mesmo tempo tão igual. Fazer a diferença já não é prioridade, viver é o essencial. Pela primeira vez a solidão vem para fazer o bem, não vou decepciona-la dessa vez. Chega mais, faça o que tem que fazer, arrume o que tem para arrumar, deixe cada coisa em seu devido lugar. O ocioso vai se levantar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Deixa rolar

Descobri que o clichê “A vida é feita de momentos” é verdadeiro. Descobri também que a paciência e a sabedoria são essenciais. Porém tudo é relativo. Sempre vai depender da vontade do ser, do querer. Então tudo se torna simples, prático e fácil. A maneira que se escolhe viver, os momentos que se escolhe ter, tudo, absolutamente TUDO, depende de você. Me disseram: “se você não é capaz de viver sozinho consigo mesmo, quem vai querer, ou vai ser capaz de viver com você?”. A felicidade tem que independer de terceiros, quartos ou quintos. Assim como li uma vez também que você atrai aquilo que transmite. Muito pertinente dizer. Sinta a paz de estar com você, de viver a sua vida, de fazer o que lhe convém. Egoísmo? Talvez. A medida certa sempre é necessária. Como é bom sentir a leveza da vida, a tranquilidade de ser quem você é sem precisar forçar para agradar, conquistar, amar... Deixa rolar! Essa é a frase do mês. Deixa rolar que as coisas se encaixam em seu lugar, da maneira que se deve encaixar, na hora certa, sem esforço, sem pensar, sem estressar. Essa é a hora que você olha para trás e diz: por que eu fui complicar? Era tudo tão fácil de lidar. E então você percebe que passou boa parte da vida se desgastando e tentando e relutando e se matando porque não soube simplificar. Sim, é tudo muito simples. Eu sei que muitos vão dizer que não, outros vão dar dez mil argumentos para provar que não, mas é. Eu sei que é. Então mais uma vez, só para você lembrar: Deixa rolar que as coisas se encaixam em seu lugar!

sábado, 6 de abril de 2013

Tigresa


"Uma tigresa de unhas
Negras e íris cor de mel.
Uma mulher, uma beleza
Que me aconteceu.
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel.
Enquanto os pelos dessa
Deusa tremem ao vento ateu,
Ela me conta, sem certeza,
Tudo o que viveu:
Que gostava de política em mil
Novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin Days.
Ela me conta que era atriz
E trabalhou no Hair.
Com alguns homens foi feliz,
Com outros foi mulher.
Que tem muito ódio no coração,
Que tem dado muito amor,
Espalhado muito prazer e muita dor.
Mas ela ao mesmo tempo diz
Que tudo vai mudar,
Porque ela vai ser o que quis
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz,
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão.
As garras da felina
Me marcaram o coração,
Mas as besteiras de menina
Que ela disse, não.
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul.
Como é bom poder tocar um instrumento."
Obrigada, Caetano.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Reencarnação de Bukowski

"Senhora Dona Constância, espero que permitais que eu introduza o com que mijo naquilo com que mijais."

JACQUES, Victorio.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Escolhas

Que a vida é feita de escolha todos sabem, porém se esquecem que a cada escolha feita uma consequência é ganha. Seja no amor, no estudo, na profissão, na fé, no lar ou até mesmo num olhar, entenda que, uma vez escolhido raramente se consegue mudar. Mas se acaso o arrependimento bater o melhor que podes fazer é aprender. Esse será o trunfo dos que ganharem o privilégio da segunda chance, pois um erro só tem conserto se souberes fazer o acerto. E aos que não aprenderem, o que posso dizer no momento é: só lamento! Sua vida será feita de mesmice e arrependimento.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O meu amor


Penso que desde que nasci procuro por um amor daqueles de cinema, talvez menos, pelo menos daqueles que se amam. Assim segui a vida, cheguei a pensar ter encontrado várias vezes, mas bastava uma brecha e lá estava eu novamente, desiludida da vida sem esperanças de acreditar que tal amor existiria. O tempo passava e então uma nova descoberta. Estava procurando no lugar errado, ou talvez pessoas erradas, ou talvez o sexo errado. Então a mudança: de opção, de cidade, de amigos, de ares, de bares, de olhares. No meio de um meio diferente descobri novamente que ali existiria também aquele amor displicente. Adivinhem, lá estava eu novamente sofrida, com dor, desiludida do amor. Posso não ser uma gata, mas descobri que ao menos para as coisas do coração tenho sete vidas então. E em meio a mais um turbilhão de desilusão, sem imaginar, deduzir, pensar ou sentir, de repente ela estava ali. Vou confessar, demorou um pouquinho preu enxergar. Na verdade foi tudo tão rápido que nem tempo deu para processar que o tal amor eu acabara de encontrar. 19 anos de puro charme, cheia de gás pela vida e muito azedume pela frente. Claro que nem tudo foi como eu pensei, mas por tudo que passei, eu sei, começava a nascer o maior amor que já conquistei. É válido ressaltar que contos de fadas não existem – Fada que me perdoe – mas se existissem, de tanta melação, não teria graça a relação. Altos, baixos, médios, extremos... Todos esses momentos já foram vividos por nós. O que posso tirar de toda essa história é que hoje eu tenho certeza de que são 23 anos de puro amor verdadeiro e azedo, pois ninguém melhor que eu para entender todo esse seu jeito e te amar sem medo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Primeira pessoa

Quero mais, até demais, é tanto que chego a não querer mais. Um nó, daqueles bem apertados, na cabeça e no coração, onde não cabe mais de tanta confusão, incertezas entre o desejo e a razão. E se a solução for a solidão? Quase posso afirmar. O momento é de paz, foco, equilíbrio, ventos do sul, brisa do mar, fumaça no ar e um coração a se curar. Assim pedi de corpo e alma à minha mãe Yemonjá, quando em suas águas fui me limpar. Descobri então que a solução para fugir do caos que vivo a reclamar é simplesmente me mudar. Mudar de cidade, mudar de ar, mudar de grupos, pessoas, sentimentos, mudar de atitudes, mudar de vida, é isso, mudar de vida. A quem diga que isso é fugir dos problemas. Parabéns à quem diz, pois realmente isso é nada mais nada menos do que FUGIR e acho pertinente dizer que em certos momentos da vida se faz necessário. Assim farei, mas ao certo não sei, fugindo ou encarando, os fantasmas que eu criei, as dores que cultivei, tudo que plantei será que para trás eu deixarei? Talvez. Talvez seja possível acontecer algo do tipo. Talvez não. O que sei e sinto é que cada vez mais preciso me desprender de você, e de você, e de você também. São tantos vocês que acabei por magoar e abandonar a pessoa mais importante da minha vida, a verdadeira “primeira pessoa”: EU.