Penso que
desde que nasci procuro por um amor daqueles de cinema, talvez menos, pelo
menos daqueles que se amam. Assim segui a vida, cheguei a pensar ter encontrado
várias vezes, mas bastava uma brecha e lá estava eu novamente, desiludida da
vida sem esperanças de acreditar que tal amor existiria. O tempo passava e
então uma nova descoberta. Estava procurando no lugar errado, ou talvez pessoas
erradas, ou talvez o sexo errado. Então a mudança: de opção, de cidade, de
amigos, de ares, de bares, de olhares. No meio de um meio diferente descobri
novamente que ali existiria também aquele amor displicente. Adivinhem, lá
estava eu novamente sofrida, com dor, desiludida do amor. Posso não ser uma
gata, mas descobri que ao menos para as coisas do coração tenho sete vidas
então. E em meio a mais um turbilhão de desilusão, sem imaginar, deduzir,
pensar ou sentir, de repente ela estava ali. Vou confessar, demorou um
pouquinho preu enxergar. Na verdade foi tudo tão rápido que nem tempo deu para
processar que o tal amor eu acabara de encontrar. 19 anos de puro charme, cheia
de gás pela vida e muito azedume pela frente. Claro que nem tudo foi como eu
pensei, mas por tudo que passei, eu sei, começava a nascer o maior amor que já
conquistei. É válido ressaltar que contos de fadas não existem – Fada que me
perdoe – mas se existissem, de tanta melação, não teria graça a relação. Altos,
baixos, médios, extremos... Todos esses momentos já foram vividos por nós. O
que posso tirar de toda essa história é que hoje eu tenho certeza de que são 23
anos de puro amor verdadeiro e azedo, pois ninguém melhor que eu para entender
todo esse seu jeito e te amar sem medo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário