É bom, mas não tanto quando compulsório. A tranquilidade de
uma tarde de sábado, o ócio oscila. Nada na mente, enquanto tudo que se passa
não passa de uma semente. O corpo calmo já treme na vontade de saltar, de
viver, de arriscar. Mas mantém estático. Por enquanto, até eu me levar,
arrumar, sair e curtir o que tiver para curtir de um dia a mais. Vida que
segue, dia após dia, um diferente do outro, mas ao mesmo tempo tão igual. Fazer
a diferença já não é prioridade, viver é o essencial. Pela primeira vez a
solidão vem para fazer o bem, não vou decepciona-la dessa vez. Chega mais, faça
o que tem que fazer, arrume o que tem para arrumar, deixe cada coisa em seu
devido lugar. O ocioso vai se levantar.
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