sábado, 17 de agosto de 2013

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Dá vontade de divagar sobre isso, sobre aquele dia e aquele outro também. Na verdade sobre você. E o teclado falou por mim (.....................) no momento que eu te olhava. Eu entendia como uma infinidade de pensamentos diversos. Era certo que eu sabia bem pouco, porém o suficiente para o momento. Alguns diálogos desconexos me levaram a perceber certa conexão que me atraiu numa estranha relação. Mas como não? Afinal de contas era eu. Eu só sabia que o meu jeito de te ver era diferente do clichê que sussurravam por ai, pelos bares e confusões. Eu já tinha lido a sinopse e fiquei na vontade louca de ver o filme, porém temia o final, uma vez que já tinham me dado uma prévia. Ainda assim eu queria assistir porque me lembrava de que liberdade de interpretação existe, a mesma história pode ter um fim para mim e um para você e assim me surpreender com um final inesperado e impactante. Mas talvez não. Talvez fosse bem confuso, bem viajado e hipotético. Sei lá, divaguei.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Little monster

Houve uma época – juro que houve – em que em que existia uma beleza interior, ainda que não exposta. Brilhava nos olhos uma inocência linda de se ver, ainda que demonstrasse pura malandragem. Existia amor dentro do peito, ainda que a frieza acobertasse. Existia uma pureza nas palavras, ainda que a grosseria espantasse. Existia você, ainda que só eu enxergasse. E agora o que restou desse ser tomado pela perdição, estagnado pelo ócio, difamado pela situação e temido pela maldade? Tornou-se o que eu não queria. Um ser digno de dó. Dó de ver se transformar diante meus olhos, totalmente fora do meu controle. E assim na minha impotência, sinto um pequeno – pequeno mesmo – pesar ao perceber que aquele pequeno monstro que existia escondido em você, aquele que eu tinha esperanças que não viesse a crescer, foi alimentado dia após dia por você até se tornar grande, forte, até conseguir tomar conta de todo seu ser.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ao som de Vinícius

E assim vivia um momento nostálgico sem ao certo saber a nostalgia certa. Parecia um momento que ainda estava por existir, mas logo já me deixava saudosa. Tudo acontecia de uma forma repentina e surpreendente, a cada dia uma surpresa diferente, se é que você me entende. A infância me vinha à cabeça, ou talvez apenas uns bons anos atrás. Talvez meu coração queira sossegar, cansado de procurar ou se aventurar, sentia falta do costume de amar, cuidar, acarinhar, se apaixonar. Sentia a necessidade de voltar ao normal, ao meu normal. Mas existia um vazio, um buraco, um espaço esperando fervorosamente a ser preenchido, e assim me tomava à ansiedade e vontade, e talvez ai a nostalgia de algo que nem existira, nem mesmo sei se é possível existir. Mas sei que em algum lugar está você que eu nem mesmo sei quem pode ser.
Já dizia Vinícius “se você quer ser minha namorada, ai que linda namorada você poderia ser. Se quiser ser somente minha, exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha que ninguém mais pode ter, você tem que me fazer um juramento de só ter um pensamento: ser só minha até morrer. E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho essas histórias de você. E de repente me fazer muito carinho e chorar bem de mansinho sem ninguém saber por quê. E se mais do que minha namorada você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra valer. Aquela amada pelo amor predestinada sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer. Você tem que vir comigo, meu caminho, e talvez o meu caminho seja triste pra você. Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos e seus braços o meu ninho no silêncio de depois. E você tem que ser a estrela derradeira minha amiga e companheira no infinito de nós dois”.

 Talvez eu seja apaixonada nata, talvez tenha nascido na década errada, talvez.