quinta-feira, 20 de junho de 2013

Novos tempos

Os tempos eram outros. Saiam da inercia, gritavam, escandalizavam, manifestavam, vandalizavam, protestavam. Em 25 anos era a primeira vez que via de perto tanta militância. Era tudo muito lindo e comovente, porém disperso. Sem contar os de má fé, perdidos, rebeldes sem causa, oportunistas. Mas ainda assim, continuava impressionada e emocionada.  Tantos propósitos ao mesmo tempo e tantas personalidades diferentes que tudo se difundia em meio à multidão. Mas como não? A verdade é que entre Felicianos e mensaleiros, entre 0,20 centavos e milhões pelo futebol, existem muitas outras indignações. O gigante acordara, segundo eles, e acordara faminto e ao mesmo tempo empanzinado, louco para vomitar tudo que não digeria há décadas. Vontade não me faltava, apenas oportunidade. Vontade de lutar de verdade por algo que realmente vale a pena, correr riscos que no calor e na adrenalina nem se destacam, nem se percebe. Quebrava então outro paradigma no qual fomos criados, o de buscar proteção e apoio nos que podiam lhe proporcionar segurança: a polícia. Era quase como contar a uma criança que papai Noel não existe. Tudo bem, isso já não era mais surpresa, mas esperança é última que morre. E agora? Quem iria nos defender? Nós mesmos? Sim, cada um por si e Deus por nós. E até que ponto se pode acreditar que tudo não passa de uma jogada? Algo pensado, planejado. Sem contar na mídia facista, sensacionalista e corrompida. Pensar assim seria mergulhar de cabeça na teoria da conspiração? Talvez sim, talvez não. Mas vale dizer que organização é tudo, até mesmo para lutar, exigir, cobrar. Aliás, cobrar que façam seu papel com justiça, democraticamente, só cabe aos que cumprem sua parte honestamente, corretamente. E em meio aos novos tempos, cá estava eu, no auge da ansiedade, no clima de revolução e ao mesmo tempo estagnada e sem direção. Mas o importante é que lá estavam eles, na busca, cheios de conduta. E assim cantando “verás que um filho teu não foge à luta”. 

sábado, 8 de junho de 2013

Numa tarde de sábado

É bom, mas não tanto quando compulsório. A tranquilidade de uma tarde de sábado, o ócio oscila. Nada na mente, enquanto tudo que se passa não passa de uma semente. O corpo calmo já treme na vontade de saltar, de viver, de arriscar. Mas mantém estático. Por enquanto, até eu me levar, arrumar, sair e curtir o que tiver para curtir de um dia a mais. Vida que segue, dia após dia, um diferente do outro, mas ao mesmo tempo tão igual. Fazer a diferença já não é prioridade, viver é o essencial. Pela primeira vez a solidão vem para fazer o bem, não vou decepciona-la dessa vez. Chega mais, faça o que tem que fazer, arrume o que tem para arrumar, deixe cada coisa em seu devido lugar. O ocioso vai se levantar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Deixa rolar

Descobri que o clichê “A vida é feita de momentos” é verdadeiro. Descobri também que a paciência e a sabedoria são essenciais. Porém tudo é relativo. Sempre vai depender da vontade do ser, do querer. Então tudo se torna simples, prático e fácil. A maneira que se escolhe viver, os momentos que se escolhe ter, tudo, absolutamente TUDO, depende de você. Me disseram: “se você não é capaz de viver sozinho consigo mesmo, quem vai querer, ou vai ser capaz de viver com você?”. A felicidade tem que independer de terceiros, quartos ou quintos. Assim como li uma vez também que você atrai aquilo que transmite. Muito pertinente dizer. Sinta a paz de estar com você, de viver a sua vida, de fazer o que lhe convém. Egoísmo? Talvez. A medida certa sempre é necessária. Como é bom sentir a leveza da vida, a tranquilidade de ser quem você é sem precisar forçar para agradar, conquistar, amar... Deixa rolar! Essa é a frase do mês. Deixa rolar que as coisas se encaixam em seu lugar, da maneira que se deve encaixar, na hora certa, sem esforço, sem pensar, sem estressar. Essa é a hora que você olha para trás e diz: por que eu fui complicar? Era tudo tão fácil de lidar. E então você percebe que passou boa parte da vida se desgastando e tentando e relutando e se matando porque não soube simplificar. Sim, é tudo muito simples. Eu sei que muitos vão dizer que não, outros vão dar dez mil argumentos para provar que não, mas é. Eu sei que é. Então mais uma vez, só para você lembrar: Deixa rolar que as coisas se encaixam em seu lugar!