Que a vida é
feita de escolha todos sabem, porém se esquecem que a cada escolha feita uma consequência
é ganha. Seja no amor, no estudo, na profissão, na fé, no lar ou até mesmo num
olhar, entenda que, uma vez escolhido raramente se consegue mudar. Mas se acaso
o arrependimento bater o melhor que podes fazer é aprender. Esse será o trunfo
dos que ganharem o privilégio da segunda chance, pois um erro só tem conserto
se souberes fazer o acerto. E aos que não aprenderem, o que posso dizer no
momento é: só lamento! Sua vida será feita de mesmice e arrependimento.
quinta-feira, 7 de março de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O meu amor
Penso que
desde que nasci procuro por um amor daqueles de cinema, talvez menos, pelo
menos daqueles que se amam. Assim segui a vida, cheguei a pensar ter encontrado
várias vezes, mas bastava uma brecha e lá estava eu novamente, desiludida da
vida sem esperanças de acreditar que tal amor existiria. O tempo passava e
então uma nova descoberta. Estava procurando no lugar errado, ou talvez pessoas
erradas, ou talvez o sexo errado. Então a mudança: de opção, de cidade, de
amigos, de ares, de bares, de olhares. No meio de um meio diferente descobri
novamente que ali existiria também aquele amor displicente. Adivinhem, lá
estava eu novamente sofrida, com dor, desiludida do amor. Posso não ser uma
gata, mas descobri que ao menos para as coisas do coração tenho sete vidas
então. E em meio a mais um turbilhão de desilusão, sem imaginar, deduzir,
pensar ou sentir, de repente ela estava ali. Vou confessar, demorou um
pouquinho preu enxergar. Na verdade foi tudo tão rápido que nem tempo deu para
processar que o tal amor eu acabara de encontrar. 19 anos de puro charme, cheia
de gás pela vida e muito azedume pela frente. Claro que nem tudo foi como eu
pensei, mas por tudo que passei, eu sei, começava a nascer o maior amor que já
conquistei. É válido ressaltar que contos de fadas não existem – Fada que me
perdoe – mas se existissem, de tanta melação, não teria graça a relação. Altos,
baixos, médios, extremos... Todos esses momentos já foram vividos por nós. O
que posso tirar de toda essa história é que hoje eu tenho certeza de que são 23
anos de puro amor verdadeiro e azedo, pois ninguém melhor que eu para entender
todo esse seu jeito e te amar sem medo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Primeira pessoa
Quero mais,
até demais, é tanto que chego a não querer mais. Um nó, daqueles bem apertados,
na cabeça e no coração, onde não cabe mais de tanta confusão, incertezas entre
o desejo e a razão. E se a solução for a solidão? Quase posso afirmar. O
momento é de paz, foco, equilíbrio, ventos do sul, brisa do mar, fumaça no ar e
um coração a se curar. Assim pedi de corpo e alma à minha mãe Yemonjá, quando
em suas águas fui me limpar. Descobri então que a solução para fugir do caos
que vivo a reclamar é simplesmente me mudar. Mudar de cidade, mudar de ar,
mudar de grupos, pessoas, sentimentos, mudar de atitudes, mudar de vida, é
isso, mudar de vida. A quem diga que isso é fugir dos problemas. Parabéns à quem diz, pois realmente isso é nada mais nada menos do que FUGIR e acho
pertinente dizer que em certos momentos da vida se faz necessário. Assim farei,
mas ao certo não sei, fugindo ou encarando, os fantasmas que eu criei, as dores
que cultivei, tudo que plantei será que para trás eu deixarei? Talvez. Talvez seja
possível acontecer algo do tipo. Talvez não. O que sei e sinto é que cada vez mais
preciso me desprender de você, e de você, e de você também. São tantos vocês que
acabei por magoar e abandonar a pessoa mais importante da minha vida, a
verdadeira “primeira pessoa”: EU.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Observador
Saia fora da roda por alguns minutos e observe atentamente,
do lado de fora, as atitudes alheias. Não se assuste, a princípio você irá
imaginar que é carnaval ao ver tantas máscaras estampadas. Algumas pessoas nem
se dão conta que usam, porém para outras quanto mais enfeitadas melhor. Em
seguida perceberá que realmente existe a tal da “política da boa vizinhança”. Pra
entender melhor, a “política da boa vizinhança” foi, resumidamente, um acordo
entre os Estados Unidos e a América Latina onde os Estados Unidos investiam nos
países latino-americanos em troca de apoio político. Sempre existe um interesse,
mesmo que inconsciente, mas basicamente é: faço, quebro seu galho, limpo a sua
barra, te livro dessa... Só não se esqueça disso quando eu precisar de você. Teoricamente
seria o mais justo, mas na minha opnião, isso quebra toda a magia do voluntarismo,
do amor, da verdadeira amizade. Mas quem é que anda se preocupando muito com
isso ultimamente? O interesse reina nos tempos de hoje. Bom, a próxima observação
provavelmente deve ser o julgamento. Meu Deus, é impressionante como a visão dos
fatos muda de acordo com a pessoa. Sabe aquele ditado “a grama do vizinho é
sempre mais verde que a sua”, pois então, é mais ou menos assim só que o
contrário. No caso em questão, se você não poda sua grama há meses e criou uma
selva no seu jardim, tudo bem, você anda tão atarefado, sem tempo, cheio de
problemas. Espere só o vizinho fazer isso com a grama dele e então: Que porco! Como
pode alguém deixar a grama num estado tão deplorável desses. Vai dizer que é
mentira? Eu sei que não. Continuando nossa visão observadora, não precisa se
esforçar tanto para perceber o quanto as pessoas criam ou atraem ou possuem
confusões em suas vidas. E sempre ela existirá na vida de cada um, seja ela do
jeito que for, na intensidade e frequência que for, e se você ainda não teve o
prazer de conhece-la – o que eu duvido
muito – pode aguardar que quando você menos esperar ela estará lá. Muito disso
se dá devido à imensa dificuldade das pessoas em simplificar e facilitar as
coisas. Será que existe certo prazer em complicar? E pior, na maioria dos casos
a pessoa SABE o jeito mais fácil de resolver as coisas, mas... Começo a me
indagar se não seria o novo tesão da galera: complicar o que seria fácil
solucionar. Ah! Já ia me esquecendo do amor. O amor existe, é fato. Mas seja
realista, frio e calculista, então você verá que ele passa a durar enquanto a
pessoa lhe interessar. Opa! Voltei ao fato interesse? Oxe, esse troço é pior do
que eu imaginava. Pois então, meu caro observador, agora faça o favor de adentrar
a roda novamente, sem muitas excitações, pois o que aconteceu agora foi o
simples fato de se retirar para observar só não se esqueça que de lá você veio
e para lá você vai voltar.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Teias
A escolha do momento era estar fora de si. Cada um com seus
respectivos intuitos para cometer tal ato, mas de fato, era o desejo de todos
que estavam ali. O ser humano tende a seguir o jeito mais confortável de
encarar as coisas e, supostamente, na maioria das vezes não é o mais adequado.
O que mais me deixava intrigada era o fato de que, pensar, querer e fazer já
não saia como planejado. Então o que passava a acontecer para mim e para todos
que eu aprendi a conviver, era o inicio de uma grande e embolada teia que, sem
perceber, começávamos a tecer. Era um tal de querer e não mais querer, de
sentir e não poder fazer, de entender e fingir não saber. Ate quando isso ia
acontecer? Não sei, ou nem mesmo quero saber.
A escolha é de cada um, assim
como as consequências deverão ser. Bastava um olhar egoísta para cada um
entender que a atitude alheia é alheia, assim como a consequência é resultante.
O que tem isso de tão complicado? Talvez seja do ser humano o desejo incontrolável
de complicar o que é tão simples deixar pra lá. Dramatizar, especular,
ridicularizar, julgar. Imagine a troca de ações: amar, respeitar, orientar,
dialogar. Seria tão mais digno de socializar. Acreditem, pessoas nascem com
dons diferentes. Umas foram feitas para teias criar enquanto outras nasceram
apenas para amar.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Se faz entender
Não precisa dizer,
te sentir é o que melhor sei fazer. O que sairá da sua boca não é o que há de fato,
então não, nem tente esclarecer. O dito pelo não dito já não me interessa
saber, existe alguém ai dentro que você deve conhecer, ou não. E agora basta
entender: chegou sua vez de sofrer? Espero que sim, não pelo mal muito menos
pelo ruim, mas só pra entender que com o tempo é assim, não se escapa nem se
desvia do que tem que acontecer. A ordem natural das coisas existe e por que
não para você? Calma, você não vai morrer, vai apenas começar a compreender que
não é tão fácil assim quando se quer esquecer, quem dirá desprender. É doloroso
sentir que daquele já não se pode mais exigir, ou se fazer agir. É estranho
saber que as “tuas” pernas já não pertencem mais a você, que a “sua” boca de
outras bocas agora deve ser, que aquele cheiro não vai te dar mais prazer. Calma,
já disse, você não vai morrer, é só o orgulho e o medo de perder gritando,
apertando, castigando, tentando te enlouquecer. Ora, e o amor? Não é um grande
causador? Claro, ele realmente causa a dor. Acredite, não foi apenas você que
por isso passou, mas no meu peito a dor já cicatrizou, o coração apenas se
calou, o sofrimento agora passou, o tempo acalmou, e muito bem agora estou. Só não
vá se intrigar, nem tanto se pode afirmar de quem está destinado a sempre te
amar.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Tormento
Não sei se me cabia o convento, só sei que de vento minha mente se enchia.
Quem es tu, pobre mortal, que mal sabes o que queres desta vida tão banal?
Me enchia de vento e me esvaziava o tempo.
O que eu sou neste momento não condiz com o que queria ser em novos tempos.
Se me vires a pensar, saiba que é o tormento a me dominar.
De certo e errado já não me deixo mais enganar,
se teu certo é meu errado, de que vale a pena lhe explicar?
Não penses que disso tudo quero deixar,
mas ao te ver do meu lado não consigo evitar.
Se peco é por querer me encontrar,
se erro é por não me conter e nem mesmo hesitar.
Mas se desta vida tudo eu vier a deixar,
saiba que dentro de mim você sempre existirá.
Quem es tu, pobre mortal, que mal sabes o que queres desta vida tão banal?
Me enchia de vento e me esvaziava o tempo.
O que eu sou neste momento não condiz com o que queria ser em novos tempos.
Se me vires a pensar, saiba que é o tormento a me dominar.
De certo e errado já não me deixo mais enganar,
se teu certo é meu errado, de que vale a pena lhe explicar?
Não penses que disso tudo quero deixar,
mas ao te ver do meu lado não consigo evitar.
Se peco é por querer me encontrar,
se erro é por não me conter e nem mesmo hesitar.
Mas se desta vida tudo eu vier a deixar,
saiba que dentro de mim você sempre existirá.
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