quinta-feira, 17 de julho de 2014

Seja-te

O foco era outro, e vi, em setembro passado estava lá escrevendo sobre o que agora diria de novo. 
O texto era “confusão”, quase um ano depois me vejo nele outra vez. Repetição ou o que?
Senti a vergonha queimar na cara, já ia escrever as mesmas coisas um ano depois. Quanto vai levar pra aprender? Quanto gasta amadurecer?
Andando em círculos, rodando em bares, caindo em males. Troca de roupa, se arruma bem, coloca a máscara feliz.
É mais fácil do que aceitar, me aceitar.  É mais triste do que amar, não me amar.
É o medo de se olhar no espelho, de chorar até soluçar, de se encarar? ENCARA, CHORA, SOFRE, SENTE.
Mas se cuida, tá frio, toma um sol.
Sol –te. Seja-te.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Partida


O silêncio do café da manhã, quase insuportável não fosse o barulho das torradas
sendo mordidas, nos dizia tanta coisa, nos dizíamos muitas coisas, caladas, entre
olhares.
Sentada eu via, em meio a toda aquela bagunça que por incrível que pareça era
minha, o lugar do inicio, meio e fim, que presenciou amor, ódio, solidão, confidências,
bebedeiras, cantorias, alegrias.
O primeiro lugar que pude chamar de MEU, que me acolheu mais do que poderia
imaginar, que trouxe a liberdade, a independência, a nova experiência.
Ficava agora para trás, com novas pessoas, novas vidas, novas histórias.
Ali sonhei, planejei, idealizei, amei, chorei, frustrei, desacreditei, pensei.
Eterno enquanto durou. Deu certo.
As malas prontas, o sonho desfeito, o desejo rompido, e a sensação de que tudo que
podia foi vivido.