Penso que
desde que nasci procuro por um amor daqueles de cinema, talvez menos, pelo
menos daqueles que se amam. Assim segui a vida, cheguei a pensar ter encontrado
várias vezes, mas bastava uma brecha e lá estava eu novamente, desiludida da
vida sem esperanças de acreditar que tal amor existiria. O tempo passava e
então uma nova descoberta. Estava procurando no lugar errado, ou talvez pessoas
erradas, ou talvez o sexo errado. Então a mudança: de opção, de cidade, de
amigos, de ares, de bares, de olhares. No meio de um meio diferente descobri
novamente que ali existiria também aquele amor displicente. Adivinhem, lá
estava eu novamente sofrida, com dor, desiludida do amor. Posso não ser uma
gata, mas descobri que ao menos para as coisas do coração tenho sete vidas
então. E em meio a mais um turbilhão de desilusão, sem imaginar, deduzir,
pensar ou sentir, de repente ela estava ali. Vou confessar, demorou um
pouquinho preu enxergar. Na verdade foi tudo tão rápido que nem tempo deu para
processar que o tal amor eu acabara de encontrar. 19 anos de puro charme, cheia
de gás pela vida e muito azedume pela frente. Claro que nem tudo foi como eu
pensei, mas por tudo que passei, eu sei, começava a nascer o maior amor que já
conquistei. É válido ressaltar que contos de fadas não existem – Fada que me
perdoe – mas se existissem, de tanta melação, não teria graça a relação. Altos,
baixos, médios, extremos... Todos esses momentos já foram vividos por nós. O
que posso tirar de toda essa história é que hoje eu tenho certeza de que são 23
anos de puro amor verdadeiro e azedo, pois ninguém melhor que eu para entender
todo esse seu jeito e te amar sem medo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Primeira pessoa
Quero mais,
até demais, é tanto que chego a não querer mais. Um nó, daqueles bem apertados,
na cabeça e no coração, onde não cabe mais de tanta confusão, incertezas entre
o desejo e a razão. E se a solução for a solidão? Quase posso afirmar. O
momento é de paz, foco, equilíbrio, ventos do sul, brisa do mar, fumaça no ar e
um coração a se curar. Assim pedi de corpo e alma à minha mãe Yemonjá, quando
em suas águas fui me limpar. Descobri então que a solução para fugir do caos
que vivo a reclamar é simplesmente me mudar. Mudar de cidade, mudar de ar,
mudar de grupos, pessoas, sentimentos, mudar de atitudes, mudar de vida, é
isso, mudar de vida. A quem diga que isso é fugir dos problemas. Parabéns à quem diz, pois realmente isso é nada mais nada menos do que FUGIR e acho
pertinente dizer que em certos momentos da vida se faz necessário. Assim farei,
mas ao certo não sei, fugindo ou encarando, os fantasmas que eu criei, as dores
que cultivei, tudo que plantei será que para trás eu deixarei? Talvez. Talvez seja
possível acontecer algo do tipo. Talvez não. O que sei e sinto é que cada vez mais
preciso me desprender de você, e de você, e de você também. São tantos vocês que
acabei por magoar e abandonar a pessoa mais importante da minha vida, a
verdadeira “primeira pessoa”: EU.
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