sábado, 28 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Ans i[e]dade


Um ponto cético
Uma certa idade
Um peso crítico
Ansiedade

Passado permanente
Desespero futuro
Ausência de presente
Cego, obscuro

Corpo que trava
Idéia que se esvai
Mente escrava
Dorso que cai

sábado, 7 de março de 2015

Inquietação


Dorme que já é tempo

Respeite o corpo alerta
E na respiração ofegante
Que de alma se desperta
Afague o sopro de vento cortante

Esquece no tempo a lembrança
Desfaz em ato venenoso
Do peito farto de esperança
Esse tardio afeto odioso

Dorme que já é tempo

E o que há de novo
Esfera que enjaula a presa
Nem sempre vale o gozo
Dissecando em vagareza

Cautela no meio de encanto
Andor leve de quase parar
Dessas doces mãos de acalanto
Nunca se sabe o que esperar

Dorme que já é tempo