sábado, 19 de dezembro de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Imagem

Revendo desde a primeira foto
Era outro tempo
 Éramos outras nós
 Outros nós
E ficou
Congelado por frações de segundo
Tão rápido quanto a luz que entrou
Passou
Imagem
Congelamento do que morreu
Momento
Jaz
Da luz que entrar
Somos outras nós
Outros nós

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Vertigem

Constância nostálgica
Ainda assim faltará na fala
Não há
 Sentimento se sente
Que lugar é esse inexistente
Impalpável
Que na angustia persiste
Num desencaixe de vida
Gozo infindável do não ter
Zoom in, zoom out
Dentre efeitos
Vertigem
Autossabotagem

domingo, 31 de maio de 2015

Afo(a)ga

Estranhamento esquisito
Incapacidade da falta
Do lidar
Há o que não há
Vontade de suprir
Sem tamponar
Desejo que transborda
Inunda
Afoga

sábado, 2 de maio de 2015

Erro contínuo

O silêncio falou
Bastou
Explicou
O corpo sentiu
A mão trêmula
Gelou
 (Des)ilusão
(Des)construção
Uma a mais
“Mas não tem revolta não”

domingo, 26 de abril de 2015

Pré-visto

Não bastasse um oceano
Há mais
Invisível
Unha que crava
A pele que descasca
O dedo que não para
Sentido que não faz
Num grito contido
[PÁRA]
Era previsto
“Vai ser assim comigo?”

quinta-feira, 9 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Enganounão


Talvez eu tenha me enganado
ou não
Talvez tenham me enganado
ou não
Talvez seja um grande engano
ou não
Talvez sejamos um engano
ou não

sábado, 28 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Ans i[e]dade


Um ponto cético
Uma certa idade
Um peso crítico
Ansiedade

Passado permanente
Desespero futuro
Ausência de presente
Cego, obscuro

Corpo que trava
Idéia que se esvai
Mente escrava
Dorso que cai

sábado, 7 de março de 2015

Inquietação


Dorme que já é tempo

Respeite o corpo alerta
E na respiração ofegante
Que de alma se desperta
Afague o sopro de vento cortante

Esquece no tempo a lembrança
Desfaz em ato venenoso
Do peito farto de esperança
Esse tardio afeto odioso

Dorme que já é tempo

E o que há de novo
Esfera que enjaula a presa
Nem sempre vale o gozo
Dissecando em vagareza

Cautela no meio de encanto
Andor leve de quase parar
Dessas doces mãos de acalanto
Nunca se sabe o que esperar

Dorme que já é tempo


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Berro


E quando a histeria faz com que tudo não caiba dentro
E nada vá pra fora
Implodo?
Exponho-me a vícios
Inútil
É mais, h(á) mais
Injusto
Tão justo que não cabe
Pontos de vista diversos
Anexos
Emaranhados complexos
Instaura a dor
Exala o rancor
Poros
Ódio de amor

sábado, 3 de janeiro de 2015


Numa imensidão
uns podem voar, outros podem nadar
A mim resta caminhar
Resta caminho
Andar
              sem nadar, sem voar

Resta [re]inventar
Construção

             nadar, voar