domingo, 1 de setembro de 2013

Confusão

Não existe amor em SP, nem em BH, nem em Bogotá. Não tem existido amor nem aqui nem lá. Sim, Criolo, os bares estão cheios de almas tão vazias que nem sei por onde começar. A confusão, o ato confundir surge cada vez mais frequente em meio à multidão. Eu, claro, faço parte disso sem sombra de dúvidas. Torna-se cada vez mais difícil lidar com o limite uma vez que o limite não é cobrado de você. O livre arbítrio tomou um rumo diferente, as emoções não são mais contidas e a sensação de liberdade te faz confundir. Confunde que o querer não é simplesmente querer, no meio dele existe o poder. Confunde que o poder não é simplesmente poder, no meio dele existe o por quê. Confunde que o por quê não é simplesmente o por quê, no meio dele existe o dever. E assim as pessoas se esquecem temporariamente do amor, do afeto sincero. Perdida nessa loucura já não sei onde procurar o certo e correr do errado, uma vez que não sei mais distinguir o certo do errado, uma vez que não existe certo ou errado, uma vez que existe interpretação, né?! Mas e ai? Também não sei lidar com a interpretação, pois é uma pra mim e uma pra você. Tudo certo? Não. Tudo errado. A confusão reina na minha cabeça, na minha vida, no meu ser. Eu indago se o amor seria a solução, talvez sim talvez não, pois com ele também vem a confusão, mas talvez pra mim, só pra mim, seria a solução. E então o Frejat diz que procura um amor que ainda não encontrou, diferente de todos que amou, onde nos olhos desse amor quer descobrir uma razão para viver e as feridas dessa vida esquecer. Ok! Isso não seria muita dependência? Depender de terceiros para ser o que você precisa ser? Depender de terceiros para ter a vida que você quer ter? Acho que o erro começa por ai. O melhor seria um amor com a função de acrescentar, completar. Tudo começa errado quando a necessidade de um amor surge com a função de resolver os problemas, suprir a necessidade, amenizar a dor. Assim a dependência surge desde o primeiro momento e o que era pra ser algo confortável, amável, amigável, gostoso e livre, passa a ser necessidade, cobrança, desconforto, insanidade e possessividade. Definitivamente não é o que eu busco, muito menos o que eu espero, porém até mesmo eu, sabendo e tendo consciência de toda essa teoria ainda me arrisco a confundir. Então é isso! A confusão, em seu vasto sentido, reside em mim e na maioria das pessoas, talvez imperceptível, talvez inconsciente, talvez cada vez mais frequente.