A escolha do momento era estar fora de si. Cada um com seus
respectivos intuitos para cometer tal ato, mas de fato, era o desejo de todos
que estavam ali. O ser humano tende a seguir o jeito mais confortável de
encarar as coisas e, supostamente, na maioria das vezes não é o mais adequado.
O que mais me deixava intrigada era o fato de que, pensar, querer e fazer já
não saia como planejado. Então o que passava a acontecer para mim e para todos
que eu aprendi a conviver, era o inicio de uma grande e embolada teia que, sem
perceber, começávamos a tecer. Era um tal de querer e não mais querer, de
sentir e não poder fazer, de entender e fingir não saber. Ate quando isso ia
acontecer? Não sei, ou nem mesmo quero saber.
A escolha é de cada um, assim
como as consequências deverão ser. Bastava um olhar egoísta para cada um
entender que a atitude alheia é alheia, assim como a consequência é resultante.
O que tem isso de tão complicado? Talvez seja do ser humano o desejo incontrolável
de complicar o que é tão simples deixar pra lá. Dramatizar, especular,
ridicularizar, julgar. Imagine a troca de ações: amar, respeitar, orientar,
dialogar. Seria tão mais digno de socializar. Acreditem, pessoas nascem com
dons diferentes. Umas foram feitas para teias criar enquanto outras nasceram
apenas para amar.