terça-feira, 13 de novembro de 2012

Teias


A escolha do momento era estar fora de si. Cada um com seus respectivos intuitos para cometer tal ato, mas de fato, era o desejo de todos que estavam ali. O ser humano tende a seguir o jeito mais confortável de encarar as coisas e, supostamente, na maioria das vezes não é o mais adequado.
O que mais me deixava intrigada era o fato de que, pensar, querer e fazer já não saia como planejado. Então o que passava a acontecer para mim e para todos que eu aprendi a conviver, era o inicio de uma grande e embolada teia que, sem perceber, começávamos a tecer. Era um tal de querer e não mais querer, de sentir e não poder fazer, de entender e fingir não saber. Ate quando isso ia acontecer? Não sei, ou nem mesmo quero saber.
A escolha é de cada um, assim como as consequências deverão ser. Bastava um olhar egoísta para cada um entender que a atitude alheia é alheia, assim como a consequência é resultante. O que tem isso de tão complicado? Talvez seja do ser humano o desejo incontrolável de complicar o que é tão simples deixar pra lá. Dramatizar, especular, ridicularizar, julgar. Imagine a troca de ações: amar, respeitar, orientar, dialogar. Seria tão mais digno de socializar. Acreditem, pessoas nascem com dons diferentes. Umas foram feitas para teias criar enquanto outras nasceram apenas para amar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Se faz entender


Não precisa dizer, te sentir é o que melhor sei fazer. O que sairá da sua boca não é o que há de fato, então não, nem tente esclarecer. O dito pelo não dito já não me interessa saber, existe alguém ai dentro que você deve conhecer, ou não. E agora basta entender: chegou sua vez de sofrer? Espero que sim, não pelo mal muito menos pelo ruim, mas só pra entender que com o tempo é assim, não se escapa nem se desvia do que tem que acontecer. A ordem natural das coisas existe e por que não para você? Calma, você não vai morrer, vai apenas começar a compreender que não é tão fácil assim quando se quer esquecer, quem dirá desprender. É doloroso sentir que daquele já não se pode mais exigir, ou se fazer agir. É estranho saber que as “tuas” pernas já não pertencem mais a você, que a “sua” boca de outras bocas agora deve ser, que aquele cheiro não vai te dar mais prazer. Calma, já disse, você não vai morrer, é só o orgulho e o medo de perder gritando, apertando, castigando, tentando te enlouquecer. Ora, e o amor? Não é um grande causador? Claro, ele realmente causa a dor. Acredite, não foi apenas você que por isso passou, mas no meu peito a dor já cicatrizou, o coração apenas se calou, o sofrimento agora passou, o tempo acalmou, e muito bem agora estou. Só não vá se intrigar, nem tanto se pode afirmar de quem está destinado a sempre te amar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tormento

Não sei se me cabia o convento, só sei que de vento minha mente se enchia.
Quem es tu, pobre mortal, que mal sabes o que queres desta vida tão banal?
Me enchia de vento e me esvaziava o tempo.
O que eu sou neste momento não condiz com o que queria ser em novos tempos.
Se me vires a pensar, saiba que é o tormento a me dominar.
De certo e errado já não me deixo mais enganar,
se teu certo é meu errado, de que vale a pena lhe explicar?
Não penses que disso tudo quero deixar,
mas ao te ver do meu lado não consigo evitar.
Se peco é por querer me encontrar,
se erro é por não me conter e nem mesmo hesitar.
Mas se desta vida tudo eu vier a deixar,
saiba que dentro de mim você sempre existirá.