segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Observador


Saia fora da roda por alguns minutos e observe atentamente, do lado de fora, as atitudes alheias. Não se assuste, a princípio você irá imaginar que é carnaval ao ver tantas máscaras estampadas. Algumas pessoas nem se dão conta que usam, porém para outras quanto mais enfeitadas melhor. Em seguida perceberá que realmente existe a tal da “política da boa vizinhança”. Pra entender melhor, a “política da boa vizinhança” foi, resumidamente, um acordo entre os Estados Unidos e a América Latina onde os Estados Unidos investiam nos países latino-americanos em troca de apoio político. Sempre existe um interesse, mesmo que inconsciente, mas basicamente é: faço, quebro seu galho, limpo a sua barra, te livro dessa... Só não se esqueça disso quando eu precisar de você. Teoricamente seria o mais justo, mas na minha opnião, isso quebra toda a magia do voluntarismo, do amor, da verdadeira amizade. Mas quem é que anda se preocupando muito com isso ultimamente? O interesse reina nos tempos de hoje. Bom, a próxima observação provavelmente deve ser o julgamento. Meu Deus, é impressionante como a visão dos fatos muda de acordo com a pessoa. Sabe aquele ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua”, pois então, é mais ou menos assim só que o contrário. No caso em questão, se você não poda sua grama há meses e criou uma selva no seu jardim, tudo bem, você anda tão atarefado, sem tempo, cheio de problemas. Espere só o vizinho fazer isso com a grama dele e então: Que porco! Como pode alguém deixar a grama num estado tão deplorável desses. Vai dizer que é mentira? Eu sei que não. Continuando nossa visão observadora, não precisa se esforçar tanto para perceber o quanto as pessoas criam ou atraem ou possuem confusões em suas vidas. E sempre ela existirá na vida de cada um, seja ela do jeito que for, na intensidade e frequência que for, e se você ainda não teve o prazer de conhece-la  – o que eu duvido muito – pode aguardar que quando você menos esperar ela estará lá. Muito disso se dá devido à imensa dificuldade das pessoas em simplificar e facilitar as coisas. Será que existe certo prazer em complicar? E pior, na maioria dos casos a pessoa SABE o jeito mais fácil de resolver as coisas, mas... Começo a me indagar se não seria o novo tesão da galera: complicar o que seria fácil solucionar. Ah! Já ia me esquecendo do amor. O amor existe, é fato. Mas seja realista, frio e calculista, então você verá que ele passa a durar enquanto a pessoa lhe interessar. Opa! Voltei ao fato interesse? Oxe, esse troço é pior do que eu imaginava. Pois então, meu caro observador, agora faça o favor de adentrar a roda novamente, sem muitas excitações, pois o que aconteceu agora foi o simples fato de se retirar para observar só não se esqueça que de lá você veio e para lá você vai voltar.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Teias


A escolha do momento era estar fora de si. Cada um com seus respectivos intuitos para cometer tal ato, mas de fato, era o desejo de todos que estavam ali. O ser humano tende a seguir o jeito mais confortável de encarar as coisas e, supostamente, na maioria das vezes não é o mais adequado.
O que mais me deixava intrigada era o fato de que, pensar, querer e fazer já não saia como planejado. Então o que passava a acontecer para mim e para todos que eu aprendi a conviver, era o inicio de uma grande e embolada teia que, sem perceber, começávamos a tecer. Era um tal de querer e não mais querer, de sentir e não poder fazer, de entender e fingir não saber. Ate quando isso ia acontecer? Não sei, ou nem mesmo quero saber.
A escolha é de cada um, assim como as consequências deverão ser. Bastava um olhar egoísta para cada um entender que a atitude alheia é alheia, assim como a consequência é resultante. O que tem isso de tão complicado? Talvez seja do ser humano o desejo incontrolável de complicar o que é tão simples deixar pra lá. Dramatizar, especular, ridicularizar, julgar. Imagine a troca de ações: amar, respeitar, orientar, dialogar. Seria tão mais digno de socializar. Acreditem, pessoas nascem com dons diferentes. Umas foram feitas para teias criar enquanto outras nasceram apenas para amar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Se faz entender


Não precisa dizer, te sentir é o que melhor sei fazer. O que sairá da sua boca não é o que há de fato, então não, nem tente esclarecer. O dito pelo não dito já não me interessa saber, existe alguém ai dentro que você deve conhecer, ou não. E agora basta entender: chegou sua vez de sofrer? Espero que sim, não pelo mal muito menos pelo ruim, mas só pra entender que com o tempo é assim, não se escapa nem se desvia do que tem que acontecer. A ordem natural das coisas existe e por que não para você? Calma, você não vai morrer, vai apenas começar a compreender que não é tão fácil assim quando se quer esquecer, quem dirá desprender. É doloroso sentir que daquele já não se pode mais exigir, ou se fazer agir. É estranho saber que as “tuas” pernas já não pertencem mais a você, que a “sua” boca de outras bocas agora deve ser, que aquele cheiro não vai te dar mais prazer. Calma, já disse, você não vai morrer, é só o orgulho e o medo de perder gritando, apertando, castigando, tentando te enlouquecer. Ora, e o amor? Não é um grande causador? Claro, ele realmente causa a dor. Acredite, não foi apenas você que por isso passou, mas no meu peito a dor já cicatrizou, o coração apenas se calou, o sofrimento agora passou, o tempo acalmou, e muito bem agora estou. Só não vá se intrigar, nem tanto se pode afirmar de quem está destinado a sempre te amar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tormento

Não sei se me cabia o convento, só sei que de vento minha mente se enchia.
Quem es tu, pobre mortal, que mal sabes o que queres desta vida tão banal?
Me enchia de vento e me esvaziava o tempo.
O que eu sou neste momento não condiz com o que queria ser em novos tempos.
Se me vires a pensar, saiba que é o tormento a me dominar.
De certo e errado já não me deixo mais enganar,
se teu certo é meu errado, de que vale a pena lhe explicar?
Não penses que disso tudo quero deixar,
mas ao te ver do meu lado não consigo evitar.
Se peco é por querer me encontrar,
se erro é por não me conter e nem mesmo hesitar.
Mas se desta vida tudo eu vier a deixar,
saiba que dentro de mim você sempre existirá.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Origem


Mais uma noite perdida ou ganha, depende do ponto de vista. O pensamento flui ao som de Bradley, a fumaça passeia por onde deveriam sair palavras, mas apenas os dedos trabalham. O sentimento de estar de volta a ser quem eu nunca deveria ter deixado de ser me faz pensar que tudo nessa vida tem um proposito. Há momentos que nos transformamos por necessidade ou inconsciência, novos costumes e visões diferentes. O fim sempre deixará a sensação de estar perdido, mas a certeza de que tudo passou existirá quando você se reencontrar. Esse é o sinal que me faz entender que para ser feliz basta existir. Desapegar, deixar ir, fazer entender que a vida é feita de momentos e que há momentos que tudo que precisa ser feito é deixar a vida fluir. A solidão é um estado de espirito, olhe a sua volta e verá que jamais estará sozinho, mas faz parte do processo se sentir assim, embora pensem que não, o romantismo existirá até mesmo aos que se dizem frios e insensíveis.Dizer que nunca mais será assim, ou que jamais se entregará novamente ou até mesmo que nunca irá mudar, balela! Os heróis existem apenas em gibis, tente controlar seus sentimentos e então descobrirá que você não tem essa capacidade toda. Mas é válido o fato de que a cada experiência se aprende uma lição e ao final de tudo os mesmos erros não existirão.

Início do fim


Entenda, meu amor
Que não sou quem você sempre sonhou
Me perdi para te encontrar
E agora que te perdi me encontrar é tudo que restou
Não fique triste, mas preciso dizer
Agora que sei quem sou
Nada mais me faz te querer

Seu cheiro, seu jeito, sua voz e seu violão
Suas qualidades, minhas felicidades, pura ilusão
Utopia ou não cheguei a pensar que assim seria
E que apenas na morte você me deixaria

Agora tudo bem, meu bem
Sinta-se a vontade com toda sua liberdade
Pois nada mais me leva além
De te ver como alguém que fugiu da minha realidade

Deploração

E já não cabia mais de tanta discórdia, e minha cabeça já não pensava mais nas respostas. Quanta decepção eu sentiria após o ápice, somente eu entenderia que mesmo com o estado deplorável que me deixara, mesmo com a dor da dignidade jogada fora, eu ainda tentava entender o porquê. Como se não bastasse a sensação de decepção de ambas, naquele momento se iniciaria a era do caos. Como eu imaginaria que depois de todo amor sentido e vivido, depois de um dia ter tido a segurança em seus braços, a confiança em seu olhar, como eu imaginaria que como dois animais nós iriamos acabar? É inevitável. Todas as conversas mal conversadas, as verdades mal contadas, as omissões desesperadas, só poderiam resultar em um vômito de tudo que há de pior. Lamentável pensar que apesar de planos e mais planos frustrados, nem mesmo o último, que já era separado, conseguiu ser concretizado. Lá se vai mais um amor atordoado, cheio de motivos para ser esquecido, mas esquecido jamais será, pois se tudo existiu foi porque houveram motivos para um dia eu te amar.

O signo


O sono existe intensamente, mas a mente não para de maquinar pensamentos confusos e atordoados.  Partindo do pressuposto de que o signo exerce uma influencia grandiosa sobre a pessoa, entendo um pouco tudo que tem acontecido. A indecisão, confusão, dúvidas internas, carência, romantismo, desejo pelo impossível, o proibido, o radicalismo, a necessidade de mudança, tudo se encaixa perfeitamente no que explicam os astros. Já dizia que é uma pessoa que não consegue se prender a uma pessoa só, mas se é preso é por uma pessoa e só.
A indecisão é tanta que chega a mudar de opinião a cada minuto, e a insistência ao mais difícil cresce a cada dificuldade que surge. O passado ainda pesa nas horas de solidão, mas o presente supre a necessidade de atenção.  O conselho pode ser clichê, e chega a ser quase impossível de acreditar no momento, mas o fato é que, é mais do que verdadeiro: com o tempo tudo passa.
Tudo passa e tudo muda, mas nesse processo de renovação, o que seria do tempo sem a fiel ajuda da companhia? Pessoas novas, alegres, apaixonantes, que acolhem, compartilham ideias, experiências, pensamentos e involuntariamente, ou não, fazem exatamente o que é preciso no momento exato. De repente tudo parece claro, nítido e calmo. Calmo? Desde quando existe tempo de calmaria a um geminiano? E mais uma vez um problema relativamente resolvido e outros mil a nascer. Assim é o ciclo desses pobres coitados que se apaixonam por todas as situações de risco, pela complexidade, pela confusão e pelo mais difícil.
Ah! Os geminianos. São poucos os que conseguem entender e lidar, mas fica o conselho de que vale a pena tentar.